terça-feira, 13 de julho de 2010

09/07/10

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, que se encerrariam nesta sexta-feira (09), foram prorrogadas até as 23h59 do próximo dia 16. A extensão do prazo atende pedido dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela, em razão das chuvas nos dois estados. Representantes do Ministério da Educação percorrem as regiões atingidas para estudar a melhor de forma de reconstruir as escolas destruídas. As provas do Enem estão marcadas para os dias 6 e 7 de novembro.

Ao se inscrever, além de informar os dados cadastrais, o participante do exame responderá a um questionário socioeconômico, também pela internet. Estarão isentos da taxa de inscrição, de R$ 35, os estudantes da última série do ensino médio em escolas públicas. Também não precisarão pagar a taxa aqueles que tiverem concluído o ensino médio em anos anteriores e declararem carência. A mesma declaração deve ser apresentada por alunos de escolas particulares que reivindicarem a isenção.

As provas terão a mesma estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. O exame terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões cada uma, e redação. A novidade este ano serão as questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol) na área de linguagens e códigos - o candidato deve fazer a opção no momento da inscrição.

Em 6 de novembro, sábado, serão aplicadas as questões de ciências da natureza e ciências humanas, das 13h às 17h. No domingo, 7, das 13h às 18h30, será a vez de matemática, linguagens e códigos e redação.

Ao fazer a inscrição, na página eletrônica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o estudante terá de informar o número do próprio CPF, independentemente da idade - não poderá usar o do pai ou da mãe. O sistema de recebimento das inscrições coibirá eventuais irregularidades ao buscar automaticamente informações sobre o número indicado na base de dados da Receita Federal.

Integração, conhecimento e... namoro?


08.06.10

A escola é um local de aprendizado, integração e, por que não?, de namoro. Com a proximidade do Dia dos Namorados, é necessário pensar no assunto e debater sobre a melhor maneira de lidar com o tema, tão recorrente no dia a dia escolar.

A escola sempre foi um terreno fértil para o desenvolvimento de vínculos afetivos, sejam eles de amizade ou amorosos. De acordo com Patrícia Cuocolo, psicóloga com formação em Pedagogia Profunda e formação para educadores no Instituto Brincante, é muito natural começar a namorar dentro do colégio. “Enquanto adolescentes, eles precisam dessa vivência, pois passam a maior parte do tempo lá. Os vínculos mais importantes são feitos na escola”, explica.

Mas as instituições de ensino têm regras e impõem algumas condições com relação ao namoro dentro de sala de aula, por exemplo. “Quando os alunos não têm limite, procuramos orientá-los. Ao estar num espaço público, o estudante precisa ter bom senso para não constranger os outros colegas e também o professor”, diz Patrícia Pereira Moraes, coordenadora pedagógica da Escola Estadual Professor Murilo Braga, em São João de Meriti.

Parceria escola-família

Em situações extremas, quando a conversa com os alunos não surte efeito, vale a pena entrar em contato com os responsáveis. A parceria escola-família contribui para o pleno desenvolvimento do aluno. De acordo com a diretora da Escola Estadual Califórnia, em Nova Iguaçu, Janete Rodrigues de Freitas, a escola deve intervir se achar que o relacionamento dos estudantes está prejudicando o rendimento do casal. “Já entramos em contato com pais de alunos em alguns momentos, mas só quando achamos que estão extrapolando limites”, afirma, lembrando que nem sempre o namoro é ruim. “Em alguns casos, houve uma recuperação dos alunos, já que as namoradas pegam no pé dos meninos e eles melhoram suas notas consideravelmente.”

Rosana Leite, diretora do Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, de Campo Grande, também acredita que, em alguns casos, o namoro melhora o desempenho escolar. “Na semana passada, uma mãe me procurou para contar que o comportamento da filha ficou melhor depois que passou a namorar um menino daqui. Ela disse que a garota ficou mais dócil”, conta Rosana.

Mas a responsabilidade por um bom comportamento não é só da escola. Patrícia Cuocolo, que há 13 anos se dedica à construção das bases da nova educação, atende crianças, adolescentes, famílias e escolas, afirma que as escolas que investem em orientação sexual são as que melhor resolvem a questão do namoro. “Tudo que é negado dentro de uma instituição vai aparecer como sintoma. Além disso, o papel da família na educação sexual dos jovens é fundamental. Não é justo delegar essa função à escola somente”, afirmou.

A preocupação é que o relacionamento não atrapalhe o processo pedagógico. Nesse caso, a função do gestor é a de mediador e de condutor de práticas educativas que possam gerar o pleno desenvolvimento do aluno, em todos os âmbitos.

A poesia é uma loucura lúcida


13/07/10

Por Carolina Nunes

Como escrever um texto sobre poesia, sem ser um poeta? Como explicar essa arte de expressar o que se sente, com a alma e o coração? Como já dizia Cora Coralina: “Poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima, à autenticidade de um verso”. Diante de tal afirmação, podemos prosseguir o texto, mas não sem antes perceber que: “A diferença entre um poeta e um louco é que o poeta sabe que é louco... Porque a poesia é uma loucura lúcida”, segundo Mário Quintana.

Loucos, mas felizes. De acordo com a poetisa e atriz Elisa Lucinda “o poema pode ser extremamente agradável aos ouvidos e à alma”. Acreditando nisso e no potencial da poesia como ferramenta de ensino, professores fazem trabalhos excepcionais com seus alunos, em sala de aula.

Prova disso é o trabalho desenvolvido pela professora de língua portuguesa do C.E. André Maurois, no Leblon, Cintia Barreto. Ela acredita que a escrita criativa deve fazer parte do currículo do Ensino Médio. “Um profissional criativo é valorizado no mercado de trabalho independente de sua área de atuação. As atividades com a poesia sempre geram bons resultados, pois os alunos adquirem conhecimento sobre a língua portuguesa, a literatura, a compreensão e elaboração de textos de forma prazerosa e se tornam pessoas mais sensíveis, críticas, autônomas. A poesia nos ajuda a compreender melhor o mundo em que vivemos e nos torna pessoas mais humanas”, disse.

E como incentivar os alunos a fazerem parte deste universo de verso e prosa? Segundo o poeta Ferreira Gullar, é preciso oferecer poesia desde a infância, além de outros livros, que tornem a leitura mais agradável e a transforme num hábito. “Quando era novo, não tive ninguém para me orientar, foi algo natural, acho que nasci com isso. Mas, sem dúvida, podemos criar grandes apreciadores de poesia. Seria maravilhoso mostrar para as crianças que ela tem um significado”, afirmou.

Gullar escreveu dois livros dedicados ao público infantil: "Dr. Urubu e Outras Fábulas" e "Um Gato Chamado Gatinho". O poeta não tem muitas obras destinadas a crianças, mas acredita que oferecer informação e conhecimento aos pequenos, na linguagem que eles conseguem compreender, é a alternativa para despertar o interesse pela leitura.

E, para isso, é fundamental ter um acervo de bons volumes em cada escola. O C.E. São Cristóvão possui uma sala de leitura e recicla seus volumes anualmente. A sala não precisa de nenhum luxo para existir, apenas de boas obras. E quando se fala em poesia, o incentivo dos professores é fundamental. “Os alunos começam a ler livros mais populares e gibis. Depois de inserido o hábito da leitura, nós os estimulamos a lerem poesia e outros títulos mais difíceis”, disse Ires Mary Stassen, professora responsável pela biblioteca da escola.

A poesia está nos provérbios, na natureza e nas palavras. Basta saber como encontrá-la.
Professora Cintia Barreto, do C.E. André Maurois

sábado, 15 de agosto de 2009

Gripe suína: Estado do RJ confirma volta às aulas no dia 17 de agosto

A secretária de Educação, Tereza Porto, e o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, afirmaram que as aulas da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro recomeçam na próxima segunda-feira (17). O anúncio foi feito na manhã desta quarta (12).

A prorrogação das férias na rede estadual foi uma estratégia adotada para evitar o contágio da gripe suína, também conhecida como A (H1N1). Havia a possibilidade de o retorno às aulas ser novamente adiado.

De acordo com os secretários, a recomendação é que as servidoras gestantes permaneçam em casa até o dia 28 de agosto. Para isso, é preciso procurar o departamento de recursos humanos apresentando o exame que comprove a gravidez. No caso de professoras, basta procurar o diretor da escola.

Entre as recomendações das secretarias da Saúde e da Educação está a proibição da frequência das aulas dos alunos que apresentarem sintomas de gripe. A secretaria informou que o ano letivo irá até o dia 22 de dezembro e haverá aulas durante oito sábados, ainda não definidos.

Na terça (11), o Rio confirmou mais duas mortes provocadas pelo vírus da nova gripe. Até a manhã desta quarta, o Estado registrava 35 mortes causadas pela doença. As novas vítimas estão uma gestante de 34 anos, que morreu em 3 de agosto; e um homem de 33 anos, que morreu em 2 de agosto --ambos moradores da cidade do Rio.

Férias prorrogadas

Pelo menos 12,8 milhões estudantes vão se manter em férias até o dia 17. O contingente é formado por alunos de todas as etapas de ensino - crianças de creche, alunos do ensino fundamental e até mesmo universitários e pós-graduandos.

As redes estaduais de ensino dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná resolveram retomar atividades apenas em 17 de agosto devido à gripe suína. As duas primeiras unidades da federação (SP e RS) haviam cravado a data desde o final do período de férias. No caso do Rio de Janeiro e do Paraná, as respectivas secretarias de Educação haviam optado por prorrogar as férias apenas até dia 10, mas na semana passada optaram por adiar novamente a volta às aulas.

Creches da capital

Os 546 mil estudantes da rede municipal do Rio de Janeiro tiveram suas férias prorrogadas até o dia 17 de agosto. Já as 30 mil crianças matriculadas em creches e na pré-escola do Rio ficam em casa até o dia 24 de agosto.

A medida visa prevenir o contágio da gripe suína (influenza A H1N1) e foi anunciada no dia 5 de agosto pela secretária municipal de Educação, Claudia Costin, e pelo secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann.

Ao anunciarem o adiamento da volta às aulas, Claudia Costin e Hans Dohmann contaram, ainda, que as professoras, funcionárias e alunas que estiverem grávidas só devem retornar às escolas no dia 24 de agosto.

Na tarde desta quarta (12), haverá uma coletiva de imprensa para os dois secretários anunciarem algumas medidas em relação ao retorno às aulas.